12 de janeiro de 2013


A melancolia, quando me consome, também compõe em mim um senso poético muito doce.
Teço, assim, das agonias.
Então, se me toma alguma felicidade que se plenifica, me desgarro do verso, cuja inspiração lúgrume se esvai.
Depois de um tempo constato essa falta; e caio em melancolia por não estar mais em melancolia.

A poesia, bem como a natureza, tem alguma sabedoria que brota em qualquer fresta.
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