12 de novembro de 2012


Toda manhã, meus cachinhos se desalinham em dezenas de interrogações, que perguntam "onde está o meu amor?"... Percorrendo a cama à procura da resposta, meu corpo também o questiona, se espreguiçando em interrogação malemolente. As curvas que só ao meu amor pertencem também o fazem, cuja resposta só o silêncio ondula.
Mas a água morna das esperanças matinais acalmam tais caracóis, temperatura sob a qual se aquece a certeza da profecia de fevereiro: em meados do verão, sob os lençóis, hei de ondular minha preguiça sob a dela, e meus cachinhos farão alianças em cada um dos seus dedos.

0 bedelhos:

 

Copyright 2010 Verbo Intransigente.

Theme by WordpressCenter.com.
Blogger Template by Beta Templates.