19 de maio de 2012


Eu vejo poesia onde não há.
Passei a inventá-la, talvez,
depois que o verbo do sagrado secreto
sacrificou seu ego
e fez elo em mim.
Há quem diga que não é certo
mas de certo há certa desimportância
no julgamento de quem, incerto,
só disserta o que não há.
Há quem diga que não há tempo
assim como não há verbo
que contemple o que o verso
faz valer e faz pulsar.
Há um medo ainda, pois,
de que o dogma dos que são dois
não se valha aos que são vis;
acredito ainda, sim,
que o que está por vir
já esteve sempre ali.

Eu vejo poesia onde há:
em todo lugar.
.

2 bedelhos:

Brisa disse...

Não foi por acaso que eu me apaixonei por você!

Rita Loureiro disse...

<3

 

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