7 de fevereiro de 2012


Busquei em todas as literaturas da Terra
o entendimento de todas as iluminuras do céu.
Parei no véu.
Cavei tanto a minha dúvida
pra constatar que certezas não são verdades;
certezas não prestam.
A verdade nunca está certa de si.

Esburacada de tanto cavucar dúvidas,
sinto então preencher-me o fluir
que tenho devaneado em versos pretéritos:
a verdade vem,
perpassa meus poros sem que eu note,
e se vai, sem estacionar em mim...
E essa dúvida que sinto em furos
são as vias por onde me experimento.

Post scriptum:
Tal devaneio aqui não tem intento.
Mas se serviu pra lhe confundir,
já cumpriu sua vocação.
- Na dúvida, permaneça na dúvida!
.

2 bedelhos:

teo almeida disse...

na dúvida, jaz a excitação.

Rita Loureiro disse...

Acho que o erro é achar que a Verdade só existe enquanto imutável, ai ela se confirma falsa, como não poderia deixar de ser...
Pra mim verdade mesmo é a coisa mais constante na sua mutabilidade, e é justo nisso, que ela consiste:
"perpassa meus poros sem que eu note,
e se vai, sem estacionar em mim..."

Prender a verdade, é um insulto.

 

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