26 de dezembro de 2011



Camaleoa,
ser leoa em seu peito colibri;
Rugido que soa em decassílabos:
poesia que voa de vento em juba
d'uma fera multicolorida.

*versinho antigo resgatado do fundo da gaveta.

24 de dezembro de 2011


Tudo flui.
E isso influi na minha paz...
Então, incapaz de alcançar essa gestalt,
gesto a interrogação que me enfeita as orelhas;
meu gesto flui para a conclusão eterna
de que tudo é inconcluso
até que a perfeição, de súbito, nos arrebate.

Mas tal conceito, forjado de arremate,
não contempla minha agonia.
A perfeição, na verdade, não existe.
(Na verdade, nem a verdade existe.)
Perfeito é o eterno fluir...
No devir do que me transcende,
me transmuto a cada dia
em imperfeições que me constroem
e corroem as hastes do que me enrijece.
Enquanto minha dúvida cresce,
tudo flui.
.
 

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