15 de outubro de 2011


É da classe dos implácidos
essa coisa de paixões...
resignificaram o verbo sagrado
num estado passageiro de não-coisa
que nunca passa das carnes.
Haverão anjos-da-guarda nos céus
que se importem com os sentidos dos pés?
Haverão anjos desguardados na terra
que não se importem com os sentidos das mãos?
Hei de aprender a tatear com os olhos
aquilo que as unhas não maculam.
Minha transgressão não é contra a intransigência dos verbos,
mas contra a inconsciência dos elos.
.

3 bedelhos:

jhones passagem disse...

Sim, conjugar de uma forma verdadeira - Muito bonito. ( eu acredito no amor)Você tocou no meu coração.^^

Mel disse...

De quereres se arvoram as buscas... Mas esta, que contorna a passos leves o limiar das paixões, foge ao ímpeto do desejo.
Mesmo incipiente, prematura de rota, desafio qualquer misoneísta a cruzar o sentido cravado de suas dúvidas.
E quando vc chegar não haverá verbo que chegue.

Brisa disse...

Tua poesia não está no conjunto de versos, está em cada ideia que abraça timidamente cada palavra tua. É assim que eu vejo, pelo menos.

 

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