21 de setembro de 2011


Por não dignos os desamores
mais dignos são os não amores...
vide: os não quereres
os não dizeres
os não saberes;
e então há de se saber
que de mãos vazias
o coração enche-se mais
sem inchar-se demais
com ocupações tais
de versos imprecisos, indecisos
- diversos empecilhos, os meio-termos,
que são falsos equilíbrios.

Livre do verbo que sai
nada do que mata entra.
Livre do vazio que entra,
nada do que mata sai.
Livre de amores plurais, eu amo mais.
.

8 bedelhos:

Rita Loureiro disse...

Silêncio.

Silêncio.

Silêncio.

jhones passagem disse...

de versos imprecisos, indecisos..

isso toca meu coração.^^

Mel Andrade disse...

Prefiro encher um alforje de pseudoamores... pra depois descobrir verdade em algum, como uma agradável surpresa. Mãos vazias, nunca, espero.

Rita Loureiro disse...

já deve ser a vigésima vez, sem exageros, que leio este poema. que doce...

Brisa disse...

Poesia deve ser feita assim mesmo: com a alma.

teo almeida disse...

isso me toca muito profundamente. amor, de verdade, não se deseja, não se busca, só se encontra.

Isama Hali disse...

Você entendeu perfeitamente, Teo. Obrigada =)

Rita Loureiro disse...

Teo sempre entende tudo perfeitamente porque não se esforça para tal, é da natureza dele. Bonitos vocês dois. é...que nem amora em formato de coração (sorri)

 

Copyright 2010 Verbo Intransigente.

Theme by WordpressCenter.com.
Blogger Template by Beta Templates.