4 de setembro de 2011


Em tempo de estar
esse tal verso só se prosa em hipérboles cognatas
nato, contudo ingrato
subcutâneo nos ébrios
adormecido nos felizes.

Então secam as tulipas
e o riso faz feridas nos lilases e nos pardos
versos fardos
ainda ingratos
todavia, jorrando em prantos neurais.

Mas se do universo é o verso o cais
é ainda o silêncio seu fim
e seu início...
A palavra é nata - porém, finita:
Deus é o verbo apenas no nascer;
onde se toca a perfeição
tu te calas.
.

6 bedelhos:

Isama Hali disse...

O verso gagueija na ignorância, grita na inquietação e cala-se na compreensão.

Mel Andrade disse...

Esse silêncio de palavra é rebelde, acaba provocando ondas e faz tocar várias melodias metafóricas dentro da gente. Não tem vácuo que segure teu verso de virtudes vibrantes, moça.

Mel Andrade disse...

P.S.: Comofas pra curtir esse seu comentário aí em cima?
....e ainda
Gaguejar não tem i, manoloeta. UAHuahUAhUAhUA xD

Isama Hali disse...

Na minha gagueira tem i sim, pra poder ter pingo. ;D

Mel Andrade disse...

Então só me resta desejar uma gagueira com um i dalmata feelings.

Manu Rathbone disse...

Amei seu blog! =D

 

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