30 de setembro de 2011


Olha seu moço, desculpa
mas eu ando meio sem poesia.
Ando meio sem sono
na hora que o sonho me convida
para regar uns versos desmemoriados
Ando meio sem fome
pois o tédio me enche a barriga
e é só o que me apetece na geladeira
Ando meio sem prosa
com ouvidos lentos e passivos
quase miúdos nessa desfuncionalidade
Ando meio parada
até pra proferir um paradoxo
de verbos opostos engraçadinhos...
ando, sem dúvida, meio sem dúvida
meio sem falta
pois é o déficit que me faz buscar
complemento na dúvida proferida;
é isso: me falta a falta.
Ando, enfim, meio sem alto grito
sem outra rima
sem auto-estima.
Mas estimo quem tiver paciência.
.

2 bedelhos:

Mel disse...

Cada verso que você joga pro ar se enterra nos meus olhos como uma semente distinta. Ai do dia que um sorriso vier regar... não vai importar a falta do que falta. A beleza que desabrocha da sua poesia faz a primavera caminhar mais lenta só pra reparar em seu próprio caminho.

Rodrigo F. disse...

Algum tempo atras eu tive aqui comentando, não sou de comentar, sou preguiçoso. Mas adoro te ler.

Aqui ou acula, sempre passo para dar uma atualizada, gosto do que escreve, do que critica, do que transforma aqui dentro.

Ta de parabens!

Guigo ;*

 

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