7 de agosto de 2011


Aquilo que permanece velado
não é segredo a quem veleja em versos;
meu calar é só o resguardo
de um contentamento qualquer.
E sigo viagem com as velas soltas e o leme livre
(meu corpo vai na proa
e minha alma, no porão);
as cartas contaram o que a tripulação já sabia...
meu destino é divergente
ao sentido da bússola cardíaca.
.

4 bedelhos:

Mel Andrade disse...

Voltei para a pirataria dessas mares só para ter o prazer de tomar de assalto navios como o seu. Pra perder meu tempo conjecturando sobre esse tesouro que é seu espírito livre. Um dia eu acho esse mapa, ah se eu não acho...

Rita Loureiro disse...

"meu calar é só o resguardo
de um contentamento qualquer."
Sinto isso no meu dia como quem abre uma janela e vê o sol, que bonito, que leve, me pareceu mesmo vento a estufar as velas, continue avante menina que esse é um caminho-mar delicioso, bem o provamos...
Coloquei a frase até nas minhas notinhas no desktop : )

Mel Andrade disse...

Êia que minha manola virou A RAINHA das notinhas de desktop, bem se vê... xDDD

Isama Hali disse...

Tenho muito apreço por essa poesia... mais sentimentalmente do que liricamente. Talvez não por ela em si, mas pelo sentimento... er, enfim. rs.

 

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