23 de julho de 2011


A porta do transcendental me abriu.
E me abriu os olhos
me abriu um sorriso para as coisas que antes eu descreditava
me abriu o peito para que a cabeça se abrisse também.
De sua janela eu já via
que, lá fora, o dia
é lua e sol em lógica e mística
e a brisa leve que alenta meus cabelos
é a mesma que me sussurra segredos
que não são segredos;
são quereres adormecidos.
Em tom de terna claridade matutina
é também sempre manhã no lado de dentro das pálpebras.
Ah, sim, há uma chave pendurada em meus cílios...
A porta do transcendental me abriu.
Só me falta abri-la.
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