21 de julho de 2011



É de incerteza que eu faço meu repente;
o indubitável não é fonte de rima.
E quanto mais sei que nada sei
mais o paradoxo me corrói as tripas
e me configura em mais um poeta-caveira
cuja única certeza é a mortalidade do corpo.

Não faço rimas com certezas indubitáveis e ossos.
Faço com ócios.
.

1 bedelhos:

Mel Andrade disse...

Versos zumbis na madrugada, desses que mordem os leitores incautos, que provocam febre e contaminam com o virus incurável da palavra... Se pra fazer poesia é preciso ócio, dá um tiro na cabeça desta seguidora "the walking dead" e me manda pro descando eterno, rs.
'dorei essa, manola.

 

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