26 de julho de 2011


Esse grunido que outrora me fora dor
agora é apenas o som familiar da minha paciência.
Meu estômago não ruge mais de fome;
o nome do que me sacia não se pronuncia de boca cheia
Nem é de carne que minha carne necessita:
minha fome e minha sede são de autocompreensão.
E se não sinto mais fome de ter fome
é porque o barulho da minha cabeça cheia
já é maior que o da minha barriga vazia.
Tenho fome de coisas etéreas...
e o ronronar do meu estômago
é só estado de contemplação.
.

3 bedelhos:

Isama Hali disse...

Agradecimento pra lá de especial a Mel Andrade, por conseguir essa foto tão fofinha. ^^

Mel Andrade disse...

A poemática vicia, mas não sacia minha fome de seu verso. Por isso agora coloca mais no meu prato, por favor... e depois me dá a receita desse lirismo temperado.

Rita Loureiro disse...

Minha linda, que texto bom, que fome é essa que em mim também não deixa de haver...acho que as vezes nem durmo e se durmo acordo no meio da noite, faminta e sedenta. Li o livro do Malba Tahan em dois dias, apaixonei-me, obrigada...saudades

 

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