22 de junho de 2011


Minha poesia enrustida
não mede
nem rima
e está contida naquilo
em cuja forma não cabe verbo,
tem a cor suja do interno
que faz eco sem versar.
Minha poesia enrustida
não me toca a ponta da dedos
nem a ponta da língua;
só a recito com os olhos
distraidamente
nos momentos de franqueza
e de fraqueza.
Minha poesia enrustida
não se prosa nem se prende
pois presa na letra ela não rende
nem um terço do que tece
solta dentro de mim.
.

2 bedelhos:

Mel Andrade disse...

por uma poesia fora do armário xD

Mel Andrade disse...

tô no baú da poesia, mas no arco-íris da prosa.

 

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