29 de março de 2011

- Por quê às vezes a gente tem que olhar pro sol pra conseguir espirrar?
- Pra que as gotículas do espirro causem a refração dos raios solares e formem um arco-íris.
- Que gay.
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Um dia a gente descobre a pontinha do fio,
e sai puxando e desenrolando assim...
até que a gente percebe que a porra do fio não tem fim!
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25 de março de 2011


Se sou borboleta, e o céu é som
meu tom é lá e não aqui;
minha flor não gira-sol
- pois já tem o sol em si.


A ti, meu lírio.

16 de março de 2011


Às vezes tem que transbordar por algum lugar,
nem que seja pelo buraco dos olhos.
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14 de março de 2011


Poemas capetas sedutores
quando não inúteis, deturpadores
e ainda nos julgam pervertedores!
- nós, poetas, pobres servos dos galanteadores.


Poeminha antigo, resgatado de um caderno velho, em homenagem ao dia da poesia.

Tem coisa que a gente não expressa. Só sente. E pronto. A poesia até cogita nuances, mas não traduz.
A língua dos deuses só se entende com a pele.
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13 de março de 2011


Poetas de gaveta, cantores de banheiro, bateristas de baterias imaginárias, percussionistas de mesa, flautistas de assobio, guitarristas de play station 2, dançarinos solitários, desenhistas de espelhos embaçados, moicanos de shampoo, tatuagens de henna, piercings de pressão, e a incurável falta coragem de confessar uma paixão quase pueril, quase infernal.
Porra, a felicidade é tão estupidamente óbvia e simples... e você aí, o relógio 5 minutos adiantado pra não se atrasar, já dorme de terno e gravata.
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7 de março de 2011


No dia em que recebeu a incumbência de me transportar à terra (naquela época ainda não havia sedex), a tal cegonha responsável pela tarefa resolveu dar uma paradinha no meio do caminho, a fim de se aquecer-se. Parou na Rússia. Em um bar de esquina. Era inverno no país da vodka.
Feito o pit-stop, a ave, então alcoolizada, dirigiu perigosamente rumo ao oeste, errando, sem perceber, uns 90 graus pro sul, a direção do seu itinerário. Capotou numa praia atlântica e, confusa, entregou-me para o primeiro casal de sonhadores que encontrou pela frente.
Papai noel até hoje me espera. A cegonha levou-lhe apenas água-de-coco e acarajé.
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Foto: Haísa Lima (Cemitério da Vitória, Ilhéus/2010)

Se só o verbo é fato,
então vã é minha filosofia
- deus nunca me disse que existia!

E lá de cima o velho ria.
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3 de março de 2011


Sou de áries
sou de lua, de maré
sou cardial, cordial, dial up...
- What?
- Nada, sou só um engano.

Na verdade, acho que sou um duende natalino
que a cegonha deixou cair na Bahia sem querer.
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